Proibir os jogos de tiro é a solução para a violência?

Hoje vou abordar um assunto delicado, que tomou conta de todos os grandes jornais e comoveu toda a sociedade brasileira, se resume basicamente a tragédia de Suzano, onde dois jovens entraram armados em uma escola e atiraram contra estudantes e funcionários.

Com toda a repercussão do caso, com a mídia em cima, os jogos de tiro estão na berlinda?

É de senso comum, tentar achar um culpado por tamanha atrocidade, assim o caminho mais fácil como já vimos anteriormente é culpar os jogos de tiro, fácil não? Mas será mesmo que jogos de tiro podem influenciar em um comportamento doentio como esse? Poderia ter sido evitado de alguma forma?

A violência está presente em todos, seja no futebol, livros, filmes, videogames. Não podemos canalizar a culpa em uma área, quando o assunto é complexo e envolve a mente humana.

Proibir os jogos de tiro é a solução para a violência?

Call of Duty: Black Ops

Como muitos já teorizaram, a violência do game pode ser uma válvula de escape para a violência real. O jogador, ao atirar em um adversário virtual, não experimenta a sensação de que mata outra pessoa. Esta ação é experimentada como algo lúdico, uma vitória sobre o antagonista. É extremamente satisfatória, libera dopamina, a área do cérebro ligada ao prazer, como ocorre quando comemos chocolate, tiramos uma boa nota em uma prova ou fazemos sexo.

Nosso vice-presidente Hamilton Mourão jogou a culpa nos games pelo massacre, onde afirmou que os jovens estão viciados em games violentos, mas seria só isso mesmo?

Esse discurso é antigo e muito utilizado nos Estados Unidos desde 1970, para rebatar que os ataques com armas de fogo são incentivados por jogos de tiro.

Não há estudos que corroborem a ligação entre os games e o aumento da violência de forma satisfatória. É um assunto complexo, tem que ser amplamente discutido. Com o aumento dos casos do tipo no Brasil, o problema só tende a piorar.

Qual é o perfil comportamental das pessoas que promovem estes ataques?

Na maioria dos casos são jovens do sexo masculino, que tem problemas familiares, sofreram bullying na escola e têm transtornos mentais não identificados ou tratados. É uma falha que a sociedade deixa passar ou faz de conta que não viu, quando os sintomas são nítidos de transtornos, com hábitos e comportamento estranhos.

Simplesmente jogar a culpa nos games ou até mesmo proibir jogos violentos não seriam a solução desse problema, é algo que vai muito além.

Essa é minha opinião sobre o assunto e vocês o que acham disso?

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Bacharel em Administração de Empresas e Especialista em Marketing pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, fundador do SiteCS e da FC Web, trabalhando em desenvolvimento de sites e campanhas digitais desde 2002.

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