A proximidade entre o universo do CS:GO e os jogadores de futebol é mais que conhecida na internet. O atacante Neymar, por exemplo, costuma ser convidado em partidas de exibição, e inclusive é um ávido torcedor da FURIA no cenário profissional. Entretanto, alguns atletas estão deixando de ser apenas fãs para entrarem com tudo profissionalmente. Os meias Casemiro e Lucas Paquetá lideram esse movimento, pois ambos criaram equipes que disputam os torneios.

Desde outubro do ano passado, o volante Casemiro oficializou a criação da Case Esports, uma organização focada totalmente no cenário competitivo do CS:GO. O objetivo do jogador é incentivar a presença de brasileiros no cenário. A equipe estreou oficialmente na seletiva da DreamHack Masters Winter 2020, porém não conseguiu bons resultados e atualmente está sem jogadores. Em entrevista para o Globoesporte, o jogador do Real Madrid reconheceu que será preciso tempo e muito trabalho para que a Case consiga bons resultados.

A Paquetá Gaming tem uma história semelhante, mas com melhores resultados até o momento. O time montado pelo meia Lucas Paquetá, e que leva o apelido do jogador no nome, foi criado em março de 2020 e passou por muitas mudanças. Atualmente, a equipe ocupa a 67ª posição no ranking da HLTV e conta com Lincoln “fnx” Lau na lineup. O objetivo do jogador do Lyon é conseguir levar a equipe para as 30 melhores do mundo, uma tarefa nada fácil de conseguir.

Essa presença dos jogadores de futebol no universo do eSports é positiva para os pro players, principalmente quem está buscando mais espaço no Brasil. O investimento no exterior é muito maior que aqui, apesar de contarmos com uma grande audiência. Segundo dados levantados da Pesquisa Game Brasil, e que foram divulgados pelo blog da Betway , cerca de 73% dos brasileiros se dedicam a algum jogo online. Isso coloca o país como o terceiro que mais consome eSports, perdendo apenas para os Estados Unidos e para a China.

Mercado com grande potencial

Além da paixão pelo CS:GO, o que motiva os jogadores na criação de organizações é o potencial que o eSports tem no Brasil e no resto do mundo. Atualmente, segundo números da Statista, existem mais de 450 milhões de espectadores em todo o mundo focados em jogos eletrônicos. Um número que deve crescer ainda mais nos próximos meses, com a projeção de chegar aos 644 milhões até 2022.

O faturamento também é alto, inclusive em território nacional. A Pesquisa Game Brasil aponta que, durante o ano de 2020, as receitas envolvendo os games foi de US$ 1,3 bilhão entre os brasileiros. A previsão é que esse número chegue, nos próximos 20 meses, em US$ 1,5 bilhão. Ou seja, é um mercado em alta e que deve ganhar ainda mais espaço na vida das pessoas.

Outras iniciativas nos eSports

Além de apostarem no CS:GO, os jogadores de futebol também investem em outros games. É o caso, por exemplo, do lateral-esquerdo Daniel Alves. O ex-jogador do Barcelona, e que atualmente está no São Paulo, lançou recentemente a organização Good Crazy. Em entrevista para a Betway, site de bets em eSports, o craque explicou o processo de criação da equipe com a parceria que possui com a empresa europeia S2V Esports. Ele acredita que esse é um segmento com grande potencial de crescimento, principalmente se olharmos para os números de audiência. Outros jogadores conhecidos, como Ronaldinho Gaúcho e Douglas Costa, também estão em iniciativas parecidas. Esses atletas estão invadindo os eSports, e isso é ótimo para todas as competições, pois atrai mais investimento. No CS:GO, as presenças da Case Esports e da Paquetá Gaming mostram que novas oportunidades estão sendo criadas, e isso faz a comunidade crescer ainda mais. Assim, o Brasil pode sonhar em relembrar os bons tempos de domínio da SK Gaming.